domingo, 7 de novembro de 2010

OS LIVROS



No livro de estréia da série, Harry Potter, que vive sob o teto e a humilhação dos tios, descobre, aos 11 anos, que é filho de pais bruxos, mortos pelo Lord Voldemort, e que foi o único a sobreviver ao vilão. Harry ingressa na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, onde conhece Rony e Hermione, amigos que passarão por vários perigos junto dele a fim de impedir que a Pedra Filosofal caía nas mãos do Lorde das Trevas, o que permitiria que recuperasse seus poderes e se tornasse imortal. Harry Potter e a Pedra Filosofal foi lançado em abril de 2000.



Em seu segundo ano na Escola de Magia e Bruxaria, Harry Potter descobre ser ofidioglota, característica rara entre os bruxos, o que levanta suspeitas sobre se não teria sido ele que abriu a Câmara Secreta, que guarda o terrível monstro Basilisco. Manipulada por Voldemort através de um diário colocado junto a suas coisas por Lúcio Malfoy, seguidor do Lorde das Trevas, Gina Weasley, irmã de Rony, é capturada e levada à Câmara – e somente Harry pode salvá-la. Harry Potter e a Câmara Secreta foi lançado em agosto de 2000.



Agora com 13 anos, Harry Potter torna-se mais rebelde, desafiando os tios e os professores. Nas aulas com o professor Remo Lupin, ele aprende como enfrentar os terríveis dementadores, que se alimentam da alma das pessoas, e são os guardiãos da prisão de Azkaban, de onde fugiu Sirius Black, susposto traidor de Tiago e Lílian, pais de Potter, que os teria entregue a Voldemort. Mas Sirius escapou justamente para se aproximar de Harry e esclarecer quem era o verdadeiro traidor. Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban foi lançado em novembro de 2000.



No quarto ano em Hogwarts, Harry Potter, embora ainda sem idade suficiente, é misteriosamente selecionado pelo Cálice de Fogo para competir no arriscado Torneio Tribruxo, representando sua escola, além de Cedrico Diggory, contra outras duas. Após cumprir bem os dois primeiros desafios, Harry descobre, ao tocar na taça com Cedrico, que ela era um botão de transporte que o leva para um cemitério onde presencia a morte do amigo e o retorno de Voldemort através de seu sangue. Harry Potter e o Cálice de Fogo foi lançado em junho de 2001.




O Ministério da Magia intervem em Hogwarts, não acreditando no retorno de Voldemort propalado por Harry Potter e Dumbledore – fundador da Ordem da Fênix, que combate o Lorde das Trevas. Indicada pelo Ministério como professora de Defesa contra as Artes das Trevas, Dolores Umbrigde, proíbe a matéria para alunos mais novos, levando Harry a fundar a Armada de Dumbledore, para ensiná-los a se defenderem do vilão e seus Comensais. Na batalha, Potter perderá uma pessoa querida. Harry Potter e a Ordem da Fênix foi lançado em novembro de 2003.



Dumbledore passa a dar aulas particulares a Harry Potter e lhe mostra na penseira – bacia de pedra para estocar lembranças – fatos que confirmam a busca de Voldemort pela imortalidade através das Horcruxes, objetos criados para guardar parte da alma. Com Hogwarts invadida pelos Comensais, Potter presencia o assassinato de alguém importante para ele e a escola. Junto de Rony e Hermione, Harry parte para destruir todas as Horcruxes do vilão, tornando-o mortal. Harry Potter e o enigma do Príncipe foi lançado em novembro de 2005.




Voldemort está cada vez mais forte e Harry Potter precisa encontrar e aniquilar as Horcruxes para enfraquecer o Lorde das Trevas e poder enfrentá-lo. Nessa busca desenfreada, contando apenas com os leais amigos Rony e Hermione, Harry descobre as Relíquias da Morte, que serão úteis na batalha do bem contra o mal. Ação eletrizante conduzida com maestria por J. K. Rowling, concluindo os passos de herói de Harry Potter na maior saga bruxa de todos os tempos. Harry Potter e as Relíquias da Morte foi lançado em 10 de novembro de 2007. Leia aqui o 1º capítulo!



Coletânea de contos de fadas dos bruxos, Os contos de Beedle, o Bardo traz histórias curiosas sobre o passado de Hogwarts e nomes já conhecidos dos fãs da série Harry Potter, que conquistou uma legião fiel de leitores ao redor do mundo. Com introdução, notas e comentários de Alvo Dumbledore, o livro – citado em Harry Potter e as Relíquias da Morte como herança deixada pelo mestre para a aplicada Hermione Granger – reúne cinco textos escritos e ilustrados por J. K. Rowling. Mais um mergulho num mundo de magia e fantasia que os fãs não podem perder.


CRONOLOGIA DA SAGA HARRY POTTER 1965 - 2008.


1965
Nasce em 31 de julho Joanne Kathleen Rowling em Chipping Sodbury, em Gloucestershire, no sudeste da Inglaterra. Seu pai, Peter John Rowling, era engenheiro e a mãe, Anne Volant, dona de casa.
1971
Neste ano, a família Rowling se muda para a cidade de Bristol, no condado de Avon. Na nova moradia, a pequena Joanne Kathleen faz amizade com vizinhos que gostavam de se fantasiar de magos, os Potters.
1974
Os Rowlings mudam-se para a cidadezinha de Tutshill, no País de Gales, onde J.K. Rowling passa a freqüentar o colégio Wyedean Comprehensive. Seu melhor amigo, Sean Harris, inspiraria mais tarde o personagem de Rony Weasley, o amigo inseparável de Harry Potter.
1990
J. K. Rowling tem a idéia de criar o personagem Harry Potter durante uma viagem de trem, entre as cidades de Manchester e Londres. Às vésperas do Ano Novo, em 30 de dezembro, morre sua mãe, vítima de esclerose múltipla, aos 45 anos de idade – fato que marcaria o destino de Harry Potter, que se tornou órfão na história.
1991
Neste ano, J. K. Rowling – a mais nova moradora da cidade do Porto, em Portugal, onde trabalha como professora de inglês – escreve nada menos que dez versões para o primeiro capítulo de Harry Potter e a Pedra Filosofal. Por fim, acaba concluindo os três primeiros capítulos do livro.
1994
Separada do marido e morando agora na capital escocesa, Edimburgo, Rowling passa por dificuldades e sobrevive graças ao cheque semanal do auxílio desemprego enquanto termina de escrever seu livro no pub Nicolson’s. Sofrendo de depressão, tem a idéia de criar os dementadores, entidades sinistras que sugam as boas lembranças e conduzem as pessoas ao desespero.
1995.
JK. Rowling termina de escrever – inteiramente à mão – Harry Potter e a Pedra Filosofal. A versão final da obra é datilografada pela autora numa velha máquina de escrever. Depois de ser recusado por um primeiro agente, o livro é aceito por Christopher Little, que o submete sem sucesso a três editoras importantes. No total, Harry Potter e a Pedra Filosofal foi rejeitado por nada menos que doze editoras antes de finalmente chegar às livrarias.
1996.


1997
Embora não acreditasse muito no potencial da obra de J. K. Rowling, a Bloomsbury decide publicar, em julho deste ano, com apenas mil cópias, o primeiro volume da série, Harry Potter e a Pedra Filosofal – que, apesar das expectativas contrárias, arrebatou crítica e público. Como adiantamento, a autora recebe somente 1.500 libras.Meses depois, porém, receberia mais de 100 mil dólares pela venda dos direitos de publicação da primeira aventura do bruxinho nos EUA, em leilão vencido pela editora Scholastic.Em novembro, Rowling ganha o Nestlé Smarties Book Prize Gold Medal, o mais importante prêmio inglês para literatura infantil e poesia – o primeiro de uma série de mais de 50 grandes prêmios internacionais.

1998
Percebendo o enorme sucesso editorial de Harry Potter e a Pedra Filosofal, o estúdio Warner Bros. corre para comprar os direitos de adaptação da série para o cinema. Entre as várias exigências para a produção do filme, Rowling especificou que o elenco central da trama deveria ser formado exclusivamente por atores britânicos.No mês de julho, chega às livrarias a primeira edição inglesa de Harry Potter e a Câmara Secreta, segundo livro da saga – que renderia novamente à autora, no final deste ano, o Nestlé Smarties Book Prize Gold Medal.
A
Editora Rocco adquire, durante a Feira de Frankfurt, os direitos de publicação dos dois primeiros volumes de Harry Potter, quando a série ainda não havia se tornado uma febre mundial.

1999
Sai em julho a primeira edição inglesa de Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban, terceiro livro da série.No mês de outubro, a revista norte-americana Time consagra uma capa ao fenômeno Harry Potter, que toma conta do mundo, e os três primeiros livros da série ocupam os três primeiros lugares da lista dos mais vendidos do jornal The New York Times.Pelo terceiro ano consecutivo, J. K. Rowling ganha o Nestlé Smarties Book Prize Gold Medal.

2000
Lançamento em julho da primeira edição inglesa de Harry Potter e o Cálice de Fogo, quarto livro da série.

Rowling desiste de participar do Nestlé Smarties Book Prize, alegando que gostaria de dar vez a novos autores e novas histórias – ela já houvera faturado o prêmio três vezes seguidas nos anos anteriores, com os três primeiro volumes de Harry Potter.

A companhia estatal inglesa de rádio BBC realiza no Natal uma leitura ininterrupta – de dez horas! – do livro Harry Potter e a Pedra Filosofal.

No Brasil, a Editora Rocco publica ao longo do ano os três primeiros livros do bruxinho –
Harry Potter e a Pedra Filosofal, em abril; Harry Potter e a Câmara Secreta, em agosto; e Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban, em novembro.

2001
J.K. Rowling lança, em março, dois livros especialmente escritos para arrecadar fundos para a Comic Relief, entidade beneficente inglesa consagrada ao auxílio das crianças pobres do Terceiro Mundo: Animais fantásticos & onde habitam e Quadribol através dos séculos.
A
Editora Rocco lança em junho, no Brasil, a quarta aventura da série: Harry Potter e o Cálice de Fogo.
Estréia em novembro, nos cinemas norte-americanos, o filme Harry Potter e a Pedra Filosofal.
2002
Por seus serviços prestados à literatura, J. K. Rowling recebe, das mãos da rainha Elizabeth II, a condecoração da Ordem do Império Britânico.
Em novembro, ocorre o lançamento norte-americano do filme Harry Potter e a Câmara Secreta.
2003
Sai em junho a primeira edição inglesa de Harry Potter e a Ordem da Fênix, quinto livro da saga. Os editores temiam que a mudança na vida do protagonista afugentasse os leitores. Ocorre, entretanto, o contrário: crianças que acompanhavam a aventura cresceram junto com Harry Potter, identificando-se, portanto, com a evolução do personagem.
No mês de setembro, Rowling é agraciada, na Espanha, com o Prêmio Príncipe de Astúrias da Concórdia, por ter ajudado crianças de todas as raças e culturas a descobrir o prazer da leitura.
Em outubro, a Editora Rocco coloca no ar o site oficial dos livros da série Harry Potter no Brasil –
http://www.harrypotter.rocco.com.br/ – e, em novembro, lança a tradução da quinta aventura da sé
rie:
Hy Potter e a Ordem da Fênix.
2004

A revista Forbes divulga que J. K. Rowling é a segunda personalidade feminina mais rica do mundo, com um patrimônio de mais de um bilhão de dólares – ficando atrás somente da apresentadora americana de TV Oprah Winfrey. Assim, a autora de Harry Potter torna-se a primeira escritora bilionária da história.
Em junho, o filme Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban estréia mundialmente.
2005
Lançamento, em julho, da primeira edição inglesa de Harry Potter e o enigma do Príncipe, sexto e penúltimo livro sobre o jovem bruxo.
Em meados de novembro, ocorre a estréia mundial do filme Harry Potter e o Cálice de Fogo.
Ainda em novembro, no Brasil, a Editora Rocco publica o aguardado sexto livro da saga,
Harry Potter e o enigma do Príncipe.


2006
Vários autores, entre eles o americano Stephen King, pedem a J. K. Rowling que poupe o bruxinho em sua sétima e última aventura, por tudo o que ele representa para as crianças.

2007
Fim do suspense para os “pottermaníacos”: sai em julho a primeira edição inglesa de Harry
Potter e as Relíquias da Morte, sétimo e último livro da mágica série que conquistou uma legião de fãs em todos os cantos do planeta.
Também em julho, é lançado, nos cinemas de todo o mundo, o filme Harry Potter e a Ordem da Fênix.
Os leitores fanáticos pelas aventuras de
Harry Potter no Brasil já podem contar nos dedos: dia 10 de novembro, à 0h, a Editora Rocco leva às livrarias do país a tradução da última aventura da saga: Harry Potter e as Relíquias da Morte.

J. K. Rowling escreve à mão e ilustra sete exemplares do livro de contos Tales of Beedle the Bard – citado em Harry Potter e as Relíquias da Morte como herança deixada por
Alvo Dumbledore para Hermione Granger. Destes sete – encardenados em couro marrom e decorado com prata e pedras semipreciosas – , seis são dados de presente por Rowling para pessoas envolvidas ao longo de todos esses anos com a história de Harry Potter, e o original é doado para um leilão em benefício da organização Children s Voice, que ajuda crianças na Europa. O leilão ocorre em dezembro, realizado pela famosa casa Sotheby s, sendo arrematado pela gigante Amazon pelo valor de £1.950.000 (quase dois milhões de libras) – aproximadamente quatro milhões de dólares.

2008
A Editora Rocco publica em dezembro no Brasil o aguardado Os contos de Beedle, o bardo, o novo livro da autora de Harry Potter, J. K. Rowling. Citado em Harry Potter e as Relíquias da Morte, o livro reúne cinco textos escritos e ilustrados por Rowling e terá lançamento simultâneo em todo o mundo no dia 4 de dezembro. Com introdução, notas e comentários de Alvo Dumbledore, Os contos de Beedle, o bardo revela um pouco mais da personalidade fascinante do professor, além de trazer de volta nomes conhecidos dos fãs da série Harry Potter e histórias curiosas sobre o passado de Hogwarts.

SOBRES OS PERSONAGENS

Ao completar 11 anos, o órfão Harry Potter descobre que têm poderes mágicos e inicia uma nova etapa em sua vida indo estudar na Escola de Magia de Hogwarts; aos 17, o bruxinho já viveu muitas aventuras, enfrentou perigos e, principalmente, precisou encarar seus próprios fantasmas para amadurecer. Do primeiro ao sétimo livro da série, que começou apenas como um romance de fantasia moderno e, ao longo do caminho, ganhou nuances psicológicas mais sofisticadas e atuais, Harry Potter e seus amigos vão se tornando personagens cada vez mais complexos, que lidam com todas as angústias e contradições típicas dos adolescentes. Do protagonista aos coadjuvantes, todos têm personalidade própria e uma história de vida muito bem elaborada, que permite ao leitor não só compreender a trama em toda a sua complexidade, mas também construir as suas próprias interpretações sobre cada um deles e suas motivações. Da vasta galeria de seres inesquecíveis criados por J. K. Rowling, selecionamos um pequeno perfil de alguns dos principais personagens da série:
HARRY POTTER

Protagonista da série, nascido em 31 de julho de 1980. Olhos verdes iguais aos da mãe, Lílian, cabelo desgrenhado como os do pai, Tiago Potter. Com um ano de idade, Harry escapou da morte protegido pelo amor da mãe – os pais foram mortos pelo vilão Voldemort. Harry ficou com uma cicatriz na testa e fez com que o Lorde das Trevas desaparecesse por mais de uma década. Após a morte dos pais, ele foi deixado com os tios, Petúnia e Walter Dursley, que já tinham um filho, Duda, da mesma idade de Harry. Criado como um estorvo, ele passou toda sua infância morando no armário embaixo da escada, usando as roupas velhas de Duda e sem receber amor ou carinho dos tios.
Em seu 11º aniversário, Harry recebeu uma carta de Hogwarts e, apesar das tentativas dos tios para evitar, entrou para a escola, onde se sentiu em casa pela primeira vez na vida. Ao longo dos sete anos de estudos, cada um retratado em um dos livros da série, Harry fica sabendo da própria história, das mentiras dos tios e do quanto é famoso no mundo dos bruxos por ter derrotado Lord Voldemort. Pertence à Grifinória e faz parte do time da casa como apanhador – o mais jovem da história de Hogwarts. Harry tem como animal de estimação Edwiges, uma bela coruja branca, presente de Hagrid.


LORD VOLDEMORT

Lorde das Trevas, o vilão da série, que quer controlar o mundo mágico e tornar-se imortal. Nascido Tom Riddle, ele é filho de uma bruxa com um trouxa. Voldemort foi abandonado pela mãe e cresceu em um orfanato. Hogwarts foi sua primeira casa de verdade, onde ficou conhecido como um aluno brilhante. Desde o colégio, já mostrava inclinação para as Artes das Trevas. Pertencia à Sonserina e descobriu que era o último descendente vivo de Salazar Slytherin. Alguns anos depois de deixar Hogwarts, Riddle reapareceu como Lord Voldemort, disposto a dominar o mundo dos bruxos. Prestes a conquistar o que queria, foi detido por uma criança de um ano, o bebê Potter. Ao tentar matar o menino, algo estranho acontece e o feitiço se volta contra ele. Harry ficou apenas com uma cicatriz na testa e Voldemort desapareceu por 10 anos, quando voltou ajudado pelo professor Quirrel. Começa então a recrutar os antigos aliados, os Comensais da Morte, e planeja uma maneira de liquidar Harry Potter.
RONY WEASLEY

Melhor amigo de Harry Potter e Hermione Granger. Pertence a uma das mais antigas famílias de bruxos, os Weasley. Rony é um dos sete filhos de Arthur e Molly – irmão de Gui, Carlinhos, Percy, Jorge, Fred e Gina. Dono de um ótimo coração, mas de pavio curtíssimo, Rony sofre por não ser popular como Harry ou tão bom aluno quanto Hermione. Sente-se frustrado por ser pobre e ter de usar as roupas e livros usados pelos cinco irmãos que já passaram por Hogwarts – e que marcaram época. Pertence à Grifinória. Rony é leal aos amigos, adora jogar xadrez de bruxo e morre de medo de aranhas. Ele é dono de Perebas, um rato gordo, sem um dos dedinhos numa das patas dianteiras.
HERMIONE GRANGER

Melhor amiga de Harry Potter e Rony Weasley. Filha única de trouxas, ambos dentistas, Hermione é uma das alunas mais inteligentes e dedicadas da história de Hogwarts. Guarda na memória inúmeros feitiços que já tiraram seus amigos de grandes apuros. Por ser filha de trouxas, sofre preconceito de colegas, como Draco Malfoy, que a chamam de sangue-ruim. Criadora do F.A.L.E. (Fundo de Apoio à Liberação dos Elfos), que defende elfos domésticos, e idealizadora da Armada de Dumbledore, Hermione tem papel fundamental durante toda a série, dando suporte a Harry em todos os momentos em que ele precisa. Pertence à Grifinória e tem um gato chamado Bichento.
ALVO DUMBLEDORE

Maior bruxo de todos os tempos. Diretor de Hogwarts desde 1940, Dumbledore acompanhou toda a trajetória de Tom Riddle – aluno da escola na década de 1940 –, em direção às Artes das Trevas. Ele é o único bruxo capaz de impor algum temor a Lord Voldemort. Dumbledore foi o criador da Ordem da Fênix, que lutava contra o Lorde das Trevas e os Comensais da Morte no final dos anos 1970 e início dos 1980. O diretor da Escola de Magia e Bruxaria inspira tranqüilidade, bondade e confiança. É sempre cortês com todos, sejam amigos ou inimigos. Apesar de estar presente em todos os livros da série, somente no último – Harry Potter e as Relíquias da Morte – são revelados episódios das primeiras décadas de sua vida. Quando aluno de Hogwarts, pertenceu à Grifinória. Dumbledore tem um fiel animal de estimação: Fawkes, uma fênix.
SEVERO SNAPE
Professor de Poções em Hogwarts – apesar de sempre sonhar assumir as aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas. Filho de uma bruxa com um trouxa, Snape pertenceu à Sonserina nos tempos de colégio. Ao sair de Hogwarts, tornou-se um Comensal da Morte. Quando Lord Voldemort desapareceu após tentar matar Harry, Snape passou para o lado do bem, protegido por Dumbledore. As razões são reveladas apenas no último livro da série, Harry Potter e as Relíquias da Morte. O professor e Harry não se dão bem desde o primeiro encontro, da mesma forma que Snape não gostava do pai do menino – Tiago infernizava a vida do aluno da Sonserina com brincadeiras de mau gosto. Há muitas dúvidas sobre a índole do personagem, que são mantidas em suspenso e reveladas apenas no sétimo livro

SIRIUS BLACK
Melhor amigo de Tiago Potter, o pai de Harry. Os dois, junto com Remo Lupin e Pedro Pettigrew, formavam um quarteto inseparável no colégio. Todos pertenciam à Grifinória – inclusive Sirius, apesar de os membros da família Black terem sido sempre da Sonserina. O quatro amigos vivem para incomodar Severo Snape. A beleza e elegância de Sirius são mencionadas várias vezes ao longo da história. Sirius passa 12 anos preso em Azkaban. Ele é acusado de ter traído os amigos Tiago e Lílian e pela suposta morte de Pettigrew, mas a verdade vem à tona no terceiro livro da saga, Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban, quando ele consegue escapar da prisão. Sirius, assim como Tiago e Pedro, é um animago não-registrado. Ao longo da história, eles transformam-se em um cachorro, um cervo e um rato, respectivamente.

REMO LUPIN
Contemporâneo de Tiago Potter, Sirius Black, Pedro Pettigrew, Lílian Evans e Severo Snape em Hogwarts na década de 1970. Retorna à escola vinte anos mais tarde para dar aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas. Para que ele pudesse ser aceito na escola, Dumbledore constrói um túnel até uma antiga casa em Hogsmeade, para onde o menino ia nas noites de lua cheia. O lugar ficou conhecido na região como a “Casa dos Gritos” e era tido como o mais mal-assombrado da Inglaterra. Tiago, Sirius e Pedro burlaram leis da escola para dar apoio a Lupin nos momentos difíceis. Lupin tornou-se amigo de Harry e, mesmo depois de deixar Hogwarts, eles continuam tendo contato porque ambos fazem parte da Ordem da Fênix.

PEDRO PETTIGREW
Contemporâneo de Tiago Potter, Sirius Black, Remo Lupin, Lílian Evans e Severo Snape em Hogwarts na década de 1970. Sem muitas habilidades e inteligência, Pedro seguia os três amigos e acabou fazendo parte do grupo. Pedro, como se sabe desde o início da história, foi morto na noite em que Harry sobreviveu ao ataque de Voldemort. Ele morreu junto com Tiago e Lílian. De seu corpo, sobrou apenas o dedinho de uma das mãos, que foi entregue à mãe junto com a Ordem de Merlim póstuma. As revelações, porém, sobre o personagem são apresentadas no terceiro livro, Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban. Pertenceu à Grifinória. Animago, costumava se transformar em um rato, chamado pelos amigos de Rabicho. Os amigos também tinham apelidos: Sirius era Almofadinhas; Tiago, Pontas; e Lupin, Aluado.

DRACO MALFOY
Principal rival de Harry Potter, desde a primeira viagem de trem a Hogwarts. Filho de dois Comensais da Morte – Narcisa Black e Lúcio Malfoy –, Draco herdou não só os cabelos loiros dos pais, mas toda a repulsa que sentem por trouxas e mestiços. Ele costuma chamar Hermione Granger de sangue-ruim. A família tradicional e rica garante destaque a Draco em Hogwarts. Para o filho entrar no time de quadribol da Sonserina, Lúcio comprou vassouras novas para todos os jogadores. Draco anda sempre com Vicente Crabble e Gregório Goyle, também filhos de Comensais da Morte. Pertence à Sonserina, como toda a sua família. Draco está presente em todos os livros da série, mas ganha destaque especial no sexto livro da série, Harry Potter e o enigma do Príncipe.

NEVILLE LONGBOTTOM
Colega de turma de Harry Potter, Hermione Granger, Rony Weasley e Draco Malfoy. Nascido no mesmo dia de Harry, em 31 de julho de 1980. Neville tem péssima memória e é meio desastrado. Pertence à Grifinória e divide o quarto com Harry, Rony, Simas Finnigan e Dino Thomas. Gosta de Herbologia e tem um sapo como animal de estimação chamado Trevo. Filho de dois aurores, Frank e Alice Longbottom, amigos dos pais de Harry, Neville vive com a avó Augusta desde que os pais foram quase mortos pela vilã Belatriz Lestrange, seguidora de Voldemort. Neville, fiel amigo de Harry Potter, ganha grande destaque nos últimos três livros da série – Harry Potter e a Ordem da Fênix, Harry Potter e o enigma do Príncipe e Harry Potter e as Relíquias da Morte.

FRED E JORGE WEASLEY
Gêmeos nascidos em 1º de abril de 1978. Filhos de Molly e Arthur Weasley e irmãos de Gui, Carlinhos, Percy, Rony e Gina. Pertencem à Grifinória, como todos os outros Weasley, e fazem parte do time de quadribol da casa. Apesar de brilhantes, não são muito dedicados aos estudos. Eles preferem usar a inteligência para encontrar maneiras de burlar as regras e se divertir pregando peças em todos os outros. Não poupam nem mesmo a mãe, a quem vivem enganando devido à aparência – eles são extremamente parecidos. Fred e Jorge estão presentes em todos os livros da série, não são exatamente companheiros de Harry e Rony, mas estão sempre dispostos a ajudá-los, principalmente se for para fazer alguém de bobo ou ganhar uns trocados com seus logros.

RÚBEO HAGRID
Guardião das chaves e dos terrenos de Hogwarts. Meio-gigante, admirador de criaturas mágicas e fascinado por dragões – chegou a manter em casa um recém-nascido durante algum tempo. Com total confiança de Dumbledore, Hagrid é quem leva o bebê Potter para os tios Dursley na Rua dos Alfeneiros, número 4. Quando Harry completa 11 anos, também é ele quem vai buscá-lo para fazer as compras no Beco Diagonal. Já na escola, Harry sempre visita Hagrid, que mora em uma cabaninha no terreno de Hogwarts. Ele adora uma cerveja e depois de algumas, às vezes diz coisas demais. O personagem está presente em todos os momentos mais importantes da série. Hagrid estudou em Hogwarts na década de 1940, mas não chegou a concluir os estudos. Entre tantos animais de estimação esquisitos, o mais constante é Canino, um cão medroso.

NINFADORA TONKS
Tornou-se auror após deixar Hogwarts, apesar de ser meio atrapalhada. Integrante da Ordem da Fênix, onde conheceu e ficou amiga de Harry, Rony, Hermione e, principalmente, Gina Weasley. Tonks é uma metamorfomaga, ou seja, pode mudar sua aparência sem o uso de qualquer feitiço ou poção. Bruxos nascidos metamorfomagos são muito raros. Pertenceu à Lufa-Lufa. É prima em segundo grau de Sirius Black – e sobrinha renegada de Narcisa Malfoy e Belatriz Lestrange. Quando sua mãe, Andrômeda Black, casou-se com Ted Tonks, um bruxo filho de trouxas, a família Black a tirou da árvore genealógica. Tonks não gosta do seu primeiro nome e prefere que os outros a chamem pelo sobrenome paterno.
ADORO TODOS... JÁ ESTOU COM SAUDADES.

A INGLATERRA DE HARRY POTTER


Harry Potter só podia mesmo ser inglês, pois há mais de 4 mil anos a Inglaterra é a terra da magia e do mistério.
Com efeito, os celtas ao deixarem o norte dos Alpes e atravessarem o Canal da Mancha para ocupar a ilha que depois seria conhecida como Inglaterra, encontraram, ali vivendo há mil anos, um povo misterioso. Esse povo arcaico era tão misterioso que continua misterioso até hoje... Como também continua misteriosa a maior de suas realizações, o círculo de colunas de rochas de
Stonehenge, no condado de Wiltshire. Santuário, observatório, câmara mortuária, obra de extraterrestres? As hipóteses são muitas e disparatadas, mas a verdadeira resposta talvez só seja conhecida por Harry Potter e seus amigos da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts...
Com apenas 250 mil quilômetros quadrados, a
Grã-Bretanha (formada pela união da Inglaterra, Escócia, Irlanda e do País de Gales), é menor do que o estado de São Paulo e possui população três vezes menor que a brasileira. Ainda assim, chegou a dominar um terço do mundo no auge do período imperialista, no reinado da rainha Vitória, quando se dizia que o império britânico era o “império onde o sol nunca se põe”.
Tamanha mania de grandeza deixou os ingleses com mania de ser diferentes. Assim, enquanto no mundo inteiro a mão certa no trânsito é a direita, na Inglaterra é a esquerda, o que deixa atrapalhados os motoristas do “Continente” (como eles chamam a Europa) que se aventuram na “Velha Albion” — nome poético dado à ilha no passado em virtude das falésias brancas. O fato é que na Inglaterra até a porca torce o rabo para o lado contrário, e as roscas das porcas de parafuso são atarraxadas da direita para a esquerda (a chamada “rosca inglesa”) enquanto no resto do planeta é o contrário...
A verdade é que a Inglaterra não gosta de seguir moda, gosta mesmo é de inventar moda. Foi assim com a minissaia, inventada por Mary Quant, nos anos 1960, época em que os Beatles e os Rolling Stones transformaram o rock, de origem americana, num produto de exportação tipicamente inglês. Embora seja verdade também que, para não ficar para trás, os Estados Unidos se apropriaram pouco depois da Pop Art, criação inglesa, para fazer dela a mais americana das correntes artísticas.
Aliás, esse troca-troca entre os Estados Unidos e a Inglaterra acontece em todos os campos. Prova disso é que aquilo que conhecemos aqui no Brasil como futebol americano, e que os próprios americanos chamam simplesmente de football, é na verdade uma invenção inglesa do século XIX,
o rúgbi (rugby, no original). Assim como é invenção inglesa o mais popular de todos os esportes, o futebol, criado na Idade Média. Menos populares, mas também praticados no mundo inteiro, o golfe (século XV) e o tênis (século XIX) também foram originais criações inglesas. Como agora o quadribol, um esporte cada vez mais popular...
Quem acompanha as aventuras de Harry Potter,
Hermione Granger, dos irmãos Weasley e dos demais estudantes da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts sabe que os ingleses costumam levar o ensino muito a sério. A primeira universidade inglesa para trouxas foi a de Oxford, criada em 1249, seguida, em 1284, pela de Cambridge. Mas o que poucos sabem, é que a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts é bem mais antiga, posto que milenar. Como o primeiro livro da série, Harry Potter e a Pedra Filosofal, foi lançado em 1997, isto significa que Hogwarts foi fundada no ano 997. Número cuja soma dá 7, um número para lá de mágico...
Outra importantíssima invenção inglesa foi a indústria, que revolucionou a vida de todos nós, fazendo com que o homem comum pudesse ter acesso a bens e benefícios antes reservados apenas à nobreza. É bem verdade que junto com a indústria, a Inglaterra inventou também a poluição industrial... Mas ao perceberem a besteira, logo trataram de “desinventar”, de modo que o
rio Tâmisa, que corta Londres, já foi um dos mais poluídos do mundo, e hoje tem as águas limpas e cheias de peixe.
Invenção inglesa que tem tudo a ver com Harry Potter e sua turma é a do trem a vapor, criado por
James Watt, em 1765, fazendo com as ferrovias fossem espalhadas por toda a Inglaterra entre os anos de 1825 e 1855. Todo mundo sabe que os alunos de Hogwarts chegam á escola de trem, porém, o que poucos sabem é que a própria criadora de Harry Potter também chegou ao mundo, de certa forma de trem... Sim, porque os pais de J. K. Rowling se conheceram num trem. Num trem que partia da estação londrina de King’s Cross rumo à Escócia. Para completar essa história ferroviária, resta dizer que o próprio Harry Potter nasceu durante uma viagem de trem, quando a escritora vinha de Manchester, rumo à fatídica estação de King’s Cross, em 1990. Diante disso, é claro que o trem para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts só poderia sair mesmo da estação de King’s Cross. Não é verdade?

J. K. Rowling



Joanne Kathleen Rowling nasceu nos arredores de Bristol, na região de Gloucestershire, Inglaterra, em 31 de julho de 1965. Transformou a data de seu nascimento no dia do aniversário de seu protagonista Harry Potter, dando pistas de que o bruxinho, que a transformou numa das mulheres mais ricas do Reino Unido, é seu alter-ego. Quando criança, J. K. Rowling costumava contar histórias para sua irmã mais nova, e também era craque em entreter seus colegas na hora do recreio com longas histórias seriadas em que ela e sua turma apareciam em papéis heróicos e corajosos.
Formada em literatura e filologia francesa, Rowling escreveu a primeira aventura de Harry Potter em papéis avulsos, na mesa de um café que ficava próximo ao minúsculo apartamento onde morava com a filha, Jessica, na Escócia. Rowling tivera a idéia para a trama anos antes, em 1990, numa viagem de trem de
Manchester para Londres. “Eu estava viajando de volta para Londres num trem lotado quando a idéia para a história de Harry Potter simplesmente apareceu em minha mente. Eu sempre escrevi muito desde os seis anos de idade, mas nunca havia me sentido tão empolgada com uma idéia antes”, diz ela. “Naquela mesma noite, eu comecei a escrever Harry Potter e a Pedra Filosofal.”
No entanto, logo depois, J. K. Rowling se mudou para Portugal, e adiou o projeto de escrever o livro, que naquele momento tinha apenas os três primeiros capítulos prontos. Depois de separar-se do pai de sua filha, a escritora voltou para a Escócia e foi lá que Harry Potter finalmente ganhou vida. A autora estava determinada a terminar a história e escrevia em ritmo acelerado. Após inúmeras rejeições, os originais foram aceitos pela editora
Bloomsbury. A primeira edição inglesa do livro foi lançada em julho de 1997 – sucesso local de crítica e público. Além das crianças e jovens, público-alvo das aventuras do menino bruxo, Harry Potter acabou conquistando milhares de fãs adultos.
Desde então, os seis livros da série Harry Potter foram traduzidos para 65 idiomas e venderam mais de 400 milhões de cópias em todo o mundo (mais de 200 territórios), 3 milhões só no Brasil, gerando uma série de produtos e filmes inspirados no personagem. O sétimo livro vendeu mais de 8,3 milhões de exemplares somente nas primeiras 24 horas do lançamento nos Estados Unidos, em julho de 2007. No Brasil,
Harry Potter e as Relíquias da Morte teve tiragem de 400 mil exemplares.
Além dos sete livros da série Harry Potter, J. K. Rowling assina, sob pseudônimos, os divertidos
Quadribol através dos séculos, um histórico completo sobre o jogo quadribol, uma das especialidades esportivas de Hogwarts, e Animais fantásticos & onde habitam, guia adotado pelos professores da escola de magia, ambos publicados no Brasil pela Editora Rocco. A autora cedeu os direitos de publicação das duas obras para a Comic Relief, uma organização humanitária criada por comediantes britânicos para ajudar crianças carentes.
J. K. Rowling ganhou, entre outros prêmios, o
Nestlé Smarties Book Prize Gold Medal, o FCBC Children’s Book Prize, o Birmingham Cable Children’s Book Award e o cobiçado British Book Awards Children’s Book of the Year. Em 2003, a autora foi agraciada com o Prêmio Príncipe de Astúrias da Concórdia, um dos mais importantes do mundo, concedido pela Fundação Príncipe de Astúrias a pessoas, instituições ou grupos cujo trabalho tenha contribuído de forma exemplar e relevante para a fraternidade entre os homens e a luta contra a injustiça, a pobreza, a enfermidade e a ignorância.
SOU SUPER FÃ DELA, ESSA MULHER CRIOU A MAIOR HISTÓRIA QUE O MUNDO JÁ VIU, CRIOU UMA GERAÇÃO INTEIRA PENA QUE ACABA A SAGA DO BRUXO MAIS FAMOSO DO MUNDO.
HARRY POTTER

DO COMEÇO AO FIM







Esse filme polêmico, traz uma historia de amor e superação. Recomendo a todos aquele que não tem preconceito e deste já aviso, o filme não contem cenas de sexo, OK.











Sinopse:






Do Começo ao Fim é uma história de amor. A história de Francisco e Thomás e de sua família: Julieta, Alexandre e Pedro. Com uma narrativa particular o filme pretende contar a história de um amor incondicional como uma possibilidade, como um contraponto para um mundo cheio de violência, medo e intolerância.
1986 – Thomás, filho de Julieta e Alexandre, nasce com os olhos fechados e assim permace durante várias semanas. Julieta não se preocupa e diz que quando o filho estiver pronto, que quando ele quiser, ele abrirá os olhos. Foi assim, nos primeiros dias de vida que Thomás aprendeu o que era livre arbítrio. Um dia, sem mais nem menos, Thomás abre os olhos e olha direto para Francisco, seu irmão de 6 anos.
1992 – Julieta é uma linda mulher e uma mãe amorosa. É médica de um hospital e trabalha no setor de emergência. É casada pela segunda vez com Alexandre, pai de Thomás. Pedro, seu primeiro marido e pai de Francisco mora na Argentina. Julieta e ele continuam bons amigos. Durante a infância, os irmãos são muito próximos, talvez próximos demais, segundo Pedro, que passa uma temporada com eles em Buenos Aires.
2008 – Anos mais tarde, quando Francisco tem 27 anos e Thomás 21, Julieta morre repentinamente em um acidente de carro. Francisco e Thomas se tornaram amantes e vivem uma extraordinária história de amor.


QUER MAIS? ASSISTA O FILME E DEPOIS MIM CONTA...




Elenco:
Júlia Lemmertz, Fábio Assunção, Jean Pierre Noher, Louise Cardoso, Mausi Martínez, Rafael Cardoso, João Gabriel Vasconcellos, Gabriel Kaufmann

terça-feira, 2 de novembro de 2010

TÉCNICAS DE REDAÇÃO




1_2
Matérias > Técnicas de Redação > Aula 1
Aula 1
Quase todos os exames vestibulares exigem, como redação, textos dissertativos. Poucas universidades -
uma delas é a UNICAMP (Universidade de Campinas) - aceitam narração e crônica.
O QUE É UMA DISSERTAÇÃO?
Uma dissertação consiste numa redação analítica sobre o tema proposto pela banca examinadora que
elabora a prova. Dessa maneira, o vestibulando deve defender uma opinião sobre o assunto exigido pela
faculdade. Portanto, ao contrário da opinião tradicional, o aluno não pode ser neutro quanto ao tema em
questão. O Ministério da Educação determina que as opiniões não devem ser julgadas, mas sim avaliadas
se estão explicadas e defendidas com coerência e lógica.

OS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
A nota dada à redação deve obedecer aos seguintes critérios:
- adequação ao tema. A banca examinadora avalia se o vestibulando entendeu o tema proposto e redigiu
um texto adequado a ele. "Fugir do assunto", como se diz na gíria estudantil, implica "nota zero";
- coerência no desenvolvimento do tema. As idéias contidas no texto devem estar interligadas de
maneira lógica. O vestibulando não pode propor uma opinião no início do texto e desmenti-la no final;
- norma culta. O candidato a uma vaga nas faculdades e universidades precisa usar a língua portuguesa de
maneira adequada, estruturas sintáticas (regência verbal e concordância) corretas e termos semanticamente
precisos; portanto, não se deve usar uma palavra cujo sentido real você não conhece. Norma culta não quer
dizer termos sofisticados, mas palavras simples e precisas no contexto da dissertação. Não pense que
preciosismos (palavras complicadas) valorizam sua redação; pelo contrário, são ridículos. Em síntese, o
vestibulando deve usar termos correntes com significados adequados;
- criatividade. É claro que uma abordagem original do tema valoriza seu texto. Mas, o vestibulando deve
ter cuidado em não confundir criatividade com idéias esdrúxulas. Na gíria estudantil, não "viaje".
Lembre-se:
Ninguém pode exigir que você escreva bem, pois isto pressupõe talento; as faculdades querem que se
escreva certo.
O PRIMEIRO PASSO: O ENTENDIMENTO DO TEMA
A primeira etapa de uma redação consiste em compreender plenamente o tema. Nos antigos vestibulares,
este era proposto de forma direta. Exemplo, a faculdade de direito da Universidade de São Paulo, certa
feita, pediu que os vestibulandos escrevessem sobre a "Cortina de Ferro". Nesse caso, o vestibulando
deveria dissertar sobre os países do leste europeu então dominados pela ex-União Soviética. Sem dúvida,
questões propostas de maneira explícita facilitavam o entendimento do tema. Modernamente, os temas não
mais são assim apresentados. São dados textos que, de alguma maneira, interligam-se e o vestibulando
deve, em primeiro lugar, descobrir essas relações. Em linguagem simples, você deve "perceber" o
conteúdo do tema.
Matérias > Técnicas de Redação > Aula 1
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Matérias > Técnicas de Redação > Aula 1
COMO LER UM TEXTO
A melhor maneira de se entender um texto é dividi-lo em "idéias-núcleo". Exemplo:
"A linguagem é um fato social. Ela expressa as idéias de uma comunidade. Portanto, o falar
é um produto social. Por outro lado, ela é também um instrumento do monólogo, quando a
consciência manifesta os seus conteúdos. Esta tensão é resolvida pela filosofia, um dizer
coletivo, e pela poesia, o espelho da alma".
Quais são as idéias contidas no texto acima? A primeira delas é que a linguagem é um fenômeno coletivo;
a segunda é que ela é também expressão do ser individual. Assim, você deve ter percebido que a ligação
entre as duas idéias é por antítese, isto é, as duas estão vinculadas por uma negação mútua. Esta aparente
contradição é resolvida pela terceira idéia, a de que o conflito é resolvido pela coexistência do discurso
filosófico e do poético.
Cuidado:
não confunda antítese com paradoxo. A primeira significa conceitos que se contrariam; o segundo
consiste em idéias que se excluem pelo absurdo. Exemplo de antítese: "Teatralmente, Elza chorava para
impressionar as pessoas; em seu íntimo sorria de escárnio". Exemplo de paradoxo: "O mito é o nada que
é tudo" (Fernando Pessoa, poeta português).
Agora, vamos propor um tema redacional:
Texto 1: "No mundo globalizado de hoje, surgiram novos donos do poder, tais como as empresas
multinacionais, as redes de informações transnacionais (televisão, Internet e jornais de circulação
planetária etc.), além das organizações não governamentais e instituições econômicas e políticas
supranacionais. Esta nova realidade enfraqueceu o poder soberano do Estado".
Texto 2: "Aqui mando eu" (Presidente Fernando Henrique Cardoso).
Para entender o tema proposto, preste atenção:
o texto 1 afirma que os estados, (aparelhos políticos de poder) foram, até meados do século XIX, os únicos
agentes da ação política, quer no plano nacional, quer no internacional. Este texto defende a idéia de que
no mundo globalizado, o estado enfrenta concorrentes e, desta maneira, não mais possui o monopólio do
poder. Já o Presidente Fernando Henrique Cardoso realça o poder do estado. Por conseguinte, os dois
textos se interligam também por antítese: idéias contrárias. Assim, pode-se dizer que o vestibulando deve
dissertar sobre a seguinte questão:
"A nova ordem mundial enfraqueceu ou não o poder político?"
Alguns conceitos que podem ajudar a elaboração da redação:
a) Poder: a capacidade de impor a vontade;
b) Dominação: a efetiva aplicação dessa capacidade;
Matérias > Técnicas de Redação > Aula 1
file:///C/html_10emtudo/Tecnicas_de_redacao/html_tecnicas_de_redacao_total.htm (2 of 9) [05/10/2001 23:40:32]c) Estado: o monopólio legítimo da força, pois só o Estado tem o direito, definido por lei, de impor a
vontade de maneira coercitiva.
Exercício:
Elabore sua redação sobre o tema e, na aula 2, você encontrará uma dissertação modelo sobre o tema.
Compare as duas, a sua e a redigida por nós, e dê uma nota para seu texto.

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Matérias > Técnicas de Redação > Aula 2
Aula 2
UM MODELO DE REDAÇÃO
Na primeira aula, foi proposto o seguinte tema: "A nova ordem mundial enfraqueceu ou não o poder
político?". Conforme então prometemos, uma "dissertação-modelo" foi por nós elaborada com o propósito
de demonstrar uma das múltiplas formas possíveis de abordagem do tema em questão. Atenção: o texto
que se segue, em hipótese alguma, é uma forma única de se escrever sobre o assunto; ele é
simplesmente um modelo, uma sugestão.

TÍTULO: OS NOVOS DONOS DO PODER
Ao longo dos Tempos Modernos, período compreendido entre os séculos XVI e início do XIX, o poder do
Estado sobre a nação era exclusivo e incontestável. As estruturas econômicas, sociais e culturais ainda
não tinham transcendido* as fronteiras dos estados nacionais. Desconhecia-se qualquer organização
supranacional, com exceção da Igreja Católica, que afrontasse o poder do Rei, então absolutamente
soberano sobre as atividades e comportamentos de seus súditos. O poder político e jurídico do Estado
tinha condições de impor regras e determinações a empresas, instituições da sociedade civil e também aos
cidadãos. Desobedecer a vontade do "Príncipe*" significava prisão, represálias e, muitas vezes, até a
eliminação física pelo emprego da pena capital. Na época, portanto, era absolutamente válida a
conhecida frase de Luís XVI, o "Estado sou eu".
Com o desenvolvimento do capitalismo, ampliando, em escala mundial, o comércio e as aplicações
financeiras, o estado nacional se depara com um novo cenário: sua política econômica, suas decisões
jurídicas e institucionais devem, a partir daí, levar em consideração os interesses e projetos de outras
nações. Na fase mercantilista, a filosofia econômica das nações absolutistas, os governos impunham
barreiras protecionistas para evitar a entrada de artigos estrangeiros em seu território. A crescente
mundialização da economia, já evidente no século XIX, impedia restrições alfandegárias, pois o país que
evitasse comprar gêneros importados, também não venderia os seus para os mercados externos.
Começava imperar uma lógica econômica supranacional que sobrepujava* a vontade dos poderes
políticos nacionais. Agora, empresários e investidores, se prejudicados pelo "Príncipe", operariam em
terras estrangeiras, solapando* a economia e as finanças de seu próprio país. Nascia uma "nova pátria",
não mais a definida por um solo, por uma origem étnica ou por hábitos culturais comuns, mas a "a pátria
do lucro". Para o homem contemporâneo, o "lar nacional" não mais seria determinado por laços afetivos
- patriotismo e nacionalismo - , mas, isto sim, pelo lugar que permitisse o crescimento econômico e a
ascensão social. O Rei tornou-se cauteloso: perseguir o capital implicava perdê-lo.


Matérias > Técnicas de Redação > Aula 1


file:///C/html_10emtudo/Tecnicas_de_redacao/html_tecnicas_de_redacao_total.htm (3 of 9) [05/10/2001 23:40:32]Também a proliferação de idéias e estados liberal-democráticos, criou um fenômeno até então inédito: a
"opinião pública". Os cidadãos e segmentos sociais, agora menos tutelados* pelo Estado, passaram a
exigir seus direitos e a limitar a prepotência* do Poder. Os governos, agora, só podiam agir dentro das
normas instituídas pelo Direito. O Soberano já não mais podia ser Déspota*.
Nos anos recentes, a globalização financeira, econômica e a difusão de hábitos culturais em escala
planetária restringiram ainda mais a ação dos estados nacionais. Hoje, já se fala de uma sociedade civil*
internacional. Antes, crimes e outras atitudes ilícitas levadas a efeito pelos governantes eram
desconhecidos pelos povos; hoje, as redes internacionais de comunicação informam todos os cidadãos
sobre as ações dos poderosos. A condenação moral tornou-se mundial, inibindo os mandatários*
políticos. A produção é global, escapando progressivamente ao controle do Estado; a circulação de bens
é planetária, dificultando decisões estatais que prejudiquem o livre comércio; a cada dia se formam
organizações não-governamentais que atuam em escala mundial. Esboça-se*, até mesmo, um Direito
Penal internacional, visando punir crimes contra a humanidade. Não, definitivamente não, se pode dizer
"aqui mando eu". O Estado, sem dúvida, ainda é um aparelho de mando*, mando este, contudo,
compartilhado com outros "donos do poder".


GLOSSÁRIO:


*TRANSCENDER: ultrapassar, superar, ir para um nível superior;
*PRÍNCIPE: a partir da obra de Nicolau Maquiavel, cientista político do séc. XVI,"Príncipe" significa
governante;
*SOBREPUJAR: superar;
*SOLAPAR: minar, sabotar;
*TUTELAR: controlar;
*PREPOTÊNCIA: autoritarismo;
*DÉSPOTA: tirano;
*SOCIEDADE CIVIL: toda comunidade está divida em sociedade política, o plano das instituições do
Estado, e sociedade civil, as organizações que representam e agrupam os cidadãos desligados do poder
público. A polícia, por exemplo, é uma entidade da sociedade política; um sindicato representa uma
sociedade civil;
*MANDATÁRIOS: governantes;
*ESBOÇAR: rascunho, planejamento inicial;
*APARELHO DE MANDO: a estrutura do poder estatal, ministérios, secretarias, legislativos, forças
armadas, polícia, etc.

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file:///C/html_10emtudo/Tecnicas_de_redacao/html_tecnicas_de_redacao_total.htm (4 of 9) [05/10/2001 23:40:32]Matérias > Técnicas de Redação > Aula 2
UMA PRIMEIRA LIÇÃO: DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO
A denotação é o primeiro sentido de um signo, de um termo. Exemplo: "banana" denota uma fruta. A
conotação consiste nos múltiplos sentidos posteriores do signo. Exemplo: "João é um banana". Aqui
"banana" significa frouxo, destituído de vontade e de personalidade. Outro exemplo: "Azul" denota uma
cor; "Anderson azulou", cujo significado é sumiu, saiu, fugiu. Portanto, a "gíria" é sempre conotativa.
UMA SEGUNDA LIÇÃO: O USO DAS ASPAS
As aspas ("...") são usadas em três casos:
l quando de citação literal, isto é, a reprodução de uma frase de outra pessoa da maneira pela qual ela
foi formulada. Exemplo: o rei Luís XVI disse: "o Estado sou eu";
l quando do uso de palavras estrangeiras. Exemplo: o "establishment" (sistema dominante e
institucionalizado) é conservador. Outro exemplo: a publicidade, muitas vezes, utiliza o "outdoor".
Atenção: não se usam aspas em palavras latinas, pois o Latim é a base do português. Exemplo: é preciso
defender o status quo (o que existe atualmente). Outro exemplo: os conservadores desejariam retornar ao
status quo ante (situação anterior, passada);
l quando do uso de termos no plano conotativo. Exemplo: esta aula foi "animal". Animal denota fera;
no nível conotativo da gíria significa "fantástico", "excepcional". Outro exemplo: ela é uma "gata". Gato
denota um tipo de felino; no plano conotativo quer dizer "bonita", "atraente".

UMA TERCEIRA LIÇÃO: ALGUMAS FIGURAS DE LINGUAGEM
As figuras de linguagem são recursos expressivos de uma língua. São maneiras de redigir e falar que
fogem do discurso literal denotativo, visando informar de maneira conotativa e criativa. Elas ajudam a
evitar os "clichês", isto é, frases feitas de uso corrente e pouco imaginativas. A cada aula ensinaremos duas
figuras de linguagem para você entender e usar.
A METÁFORA consiste numa comparação implícita, ou seja, uma comparação na qual não se usa o
termo como. Exemplo: o Mauricio é forte como um leão. Nesta frase não há metáfora, trata-se de
uma mera comparação. Agora: Mauricio é um leão. Repare que na segunda proposição (frase) não
aparece o termo como. O leitor deduz que a força do Mauricio é leonina. Como já dissemos, nesse caso, a
comparação está implícita. Outro exemplo: Joana é burra como uma porta (comparação); Joana é uma
porta (metáfora).
A CATACRESE consiste no deslocamento do sentido original, denotativo, do termo. Exemplo: "enterrei
o prego no pé". Ora, "enterrar" significa enfiar algo na terra e não no pé, o que implica um afastamento
do primeiro sentido do termo. Outro exemplo: "embarquei no avião". Embarcar é entrar no barco,
portanto "embarcar no avião" é uma catacrese. Mais um exemplo: "pé da mesa". Você bem sabe que
mesa não tem "pé"; o uso de "pé da mesa" é uma analogia, pois a estrutura de sustentação da mesa lembra
um pé. Ainda mais: "bico do bule", o mesmo caso de "pé da mesa"; "comprei azulejos amarelos".
"Azulejo" significa uma peça de decoração de cor azul. Portanto, azulejos amarelos deslocam o sentido
original da palavra "azulejo".
ALGUNS EXERCÍCIOS
Um dos mais importantes elementos estruturais de uma dissertação é a coerência, isto é, a ligação lógica
Matérias > Técnicas de Redação > Aula 1
file:///C/html_10emtudo/Tecnicas_de_redacao/html_tecnicas_de_redacao_total.htm (5 of 9) [05/10/2001 23:40:32]entre as frases. Isto quer dizer que você não pode elaborar proposições "soltas", desconexas. Cada frase
deve ser redigida dentro de um contexto harmônico e logicamente organizado. Os exercícios que se
seguem visam aprimorar a maneira de escrever de modo que cada frase esteja ligada à anterior e à
posterior.
Complete os espaços em branco:
* PERÍODO I: "O colapso da União Soviética, no início da década de 90, foi interpretado como o fim do
socialismo. Entretanto, ..........
Assim, ao contrário das opiniões dos defensores do capitalismo, a História ainda não acabou e futuro
ainda é uma incógnita".
* PERÍODO II: "A medicina alopática cura com eficiência, mas, por vezes, provoca danos ao
organismo. Um exemplo disso é o uso de radioterapia no tratamento do câncer, que, ao destruir as
células malignas, também elimina muitas das saudáveis. Desta maneira, a homeopatia ..........
A medicina, por conseguinte, vive um impasse: a cura rápida e, muitas vezes, maléfica para a integridade
do organismo; ou, soluções farmacêuticas mais lentas e, talvez, mais naturais".
* ATENÇÃO:
a alopatia é o método de se tratar enfermidades por meio do conhecimento de suas causas e do uso de
drogas químicas ou técnicas cirúrgicas de efeito rápido.

TEMA DE REDAÇÃO
TEXTO I: "A ciência não deve ser limitada por conceitos éticos. O cientista tem de gozar de plena
liberdade para levar a cabo suas pesquisas e experimentos, não cabendo à sociedade julgar moralmente o
seu trabalho. A ciência é eticamente neutra, cabendo à comunidade usar de maneira justa o resultado da
reflexão científica. O teórico dividiu o átomo; os estados criaram as armas nucleares".
TEXTO II: "Compete à sociedade vigiar o cientista. Está é a única forma de coibir pesquisas que
possam transgredir as normas éticas que preservam a coesão social das comunidades. Progresso não
significa o avanço científico em detrimento da Ética; o verdadeiro avanço da civilização consiste em
respeitar as coordenadas da moralidade".

ENTENDA O TEMA
O primeiro texto defende que a pesquisa científica não deve ser policiada pela ética; o segundo, pelo
contrário, coloca a Moral acima do progresso científico.
Redija sobre: "A moral e a ciência são contraditórias?".

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Matérias > Técnicas de Redação > Aula 1
file:///C/html_10emtudo/Tecnicas_de_redacao/html_tecnicas_de_redacao_total.htm (6 of 9) [05/10/2001 23:40:32]Matérias > Técnicas de Redação > Aula 3
Aula 3: Um modelo de redação
Na aula anterior foi proposto o seguinte tema: " a moral e a ciência são contraditórias?" Discutiremos a
questão para exemplificar uma maneira pela qual um eventual vestibulando pudesse abordar o tema.
Voltamos a insistir que o texto que se segue é uma das quase infinitas formas de redigir sobre a pergunta
proposta.
O REDESPERTAR DOS MONSTROS
Ao longo do pensamento Iluminista*, que caracterizou os Tempos Modernos, o homem ocidental tinha
absoluta certeza de que a Razão e a Ciência livrariam a humanidade das doenças, da ignorância e da
opressão. Acreditava-se num progresso linear: o mundo de então era mais humano e generoso do que a
Idade Média, e o futuro realizaria o paraíso sobre a Terra. Encantado com a Ciência, o homem moderno
acreditava que as realidades natural e social eram plenamente racionais e a razão humana poderia
apreender a lógica inerente ao Mundo. Não havia mais mistérios, só questões que ainda não
compreendíamos, mas compreenderíamos um dia. O conceito antropológico* então reinante pode ser
resumido pela máxima de Descartes: "penso, logo existo". Aqui se firmava a noção de que a essência do
ser humano é a racionalidade, a grande barreira contra a barbárie.
Trágico engano! O séc. XX, marcado por um rápido e extraordinário desenvolvimento científico, também
foi palco dos mais infames crimes contra a humanidade até hoje conhecidos. O desenvolvimento de armas
de destruição maciça, as grandes guerras e os campos de extermínio, onde eram realizadas bárbaras
"experiências científicas" com inocentes "cobaias" humanas, ocupam, infelizmente, um espaço destacado
na história do nosso tempo. Mais grave ainda, todas essas violações dos direitos humanos ocorreram
numa escala jamais vista pelo uso de técnicas científicas e administrativas geradas pela Modernidade. O
Iluminismo, ingenuamente, acreditou que o progresso científico tivesse apenas uma dimensão: a de
beneficiar a humanidade; hoje sabemos que ele é uma "faca de dois gumes", pois permite construir coisas
belas e também as destruir de forma apocalíptica.
A atual descrença quantos aos valores da Razão, hoje um conceito em crise, vem provocando um perigoso
irracionalismo no mundo ocidental: individualismo radical, perda de valores, crenças e rituais esotéricos
e o gosto pela violência, tudo isto ampliado pelos meios de comunicação. Cada vez mais, desconfia-se do
Progresso, teme-se o futuro e proliferam saudosos suspiros por um passado idealizado. Ideologias da
barbárie, como o nazi-fascismo, que acreditávamos mortas, hoje renascem nas deformadas mentes dos
"skinheads" e nas ainda constantes "limpezas étnicas".
O Iluminismo tinha uma visão limitada e restrita da Razão, pois não compreendia os aspectos mágicos e
anímicos* do ser humano. Isso não invalida a necessidade de uma visão racional do mundo. O que deve
ser buscado é um novo e mais abrangente racionalismo, que não submeta o homem às determinações de
uma ciência aética e a uma técnica fria e opressiva. O irracionalismo, do tipo que hoje grassa, é fator da
barbárie, pois como bem observou o pintor espanhol Goya, "o sono da Razão desperta os monstros".
GLOSSÁRIO
*ILUMINISMO: pensamento de origem européia, entre os sécs. XVI e XIX, caracterizado pela crença
radical no método científico, na inteligibilidade do mundo e na capacidade da técnica de transformar a
realidade;
Matérias > Técnicas de Redação > Aula 1
file:///C/html_10emtudo/Tecnicas_de_redacao/html_tecnicas_de_redacao_total.htm (7 of 9) [05/10/2001 23:40:32]*ANTROPOLOGIA: disciplina que tem por objeto o estudo das culturas (hábitos, ritos, técnicas, etc.) das
diversas comunidades humanas;
ANÍMICO: o que se refere à "alma", aos "processos psíquicos", "espírito";
GRASSAR: espalhar.

Matérias > Técnicas de Redação > Aula 3


UMA PRIMEIRA LIÇÃO: OUTRAS FIGURAS DE LINGUAGEM
O EUFEMISMO é o uso de um termo ou expressão no lugar de outro termo ou expressão considerado
chocante ou desagradável. Exemplo: "Maria foi desta para melhor" em lugar de "falecer". Outro exemplo:
"Joana deu à luz" ao invés de "pariu"
A HIPÉRBOLE é a figura que consiste em enunciar um conceito com exagero. Exemplo: "Eu já falei isso
um milhão de vezes". Outro exemplo: "Seu discurso era tão caudaloso quanto o rio Amazonas".
UMA SEGUNDA LIÇÃO: O USO DO PLEONASMO
Pleonasmo é a repetição do mesmo conceito. Ele pode ser "vicioso" quando aplicado de forma
redundante. Exemplos: "entrar para dentro"; "subir para cima", etc. O pleonasmo também pode ser uma
figura de estilo se usado como "ênfase". Exemplo: "vi com meus próprios olhos"; "pisei com meus
próprios pés".
EXERCÍCIOS:
1) Imagine que você é um criador publicitário e seu cliente - uma fábrica de cerveja que só vende o seu
produto engarrafado, não o ofertando em latas - deseja um "outdoor" defendendo a garrafa e combatendo a
lata. O exercício consiste em você redigir este texto, seguindo os padrões do "outdoor": concisão, humor
e visualmente atraente (use, se quiser, desenhos ou figuras). Na próxima aula, providenciaremos um
modelo.
2) Qual é o vício de estilo existente no texto:
"Eu vi sua fotografia no metrô"
(resposta na próxima aula)
3) Escreva uma frase na qual o advérbio "não" signifique "sim"
4) Qual é o sentido da seguinte frase:
"O navio alemão entrava no porto a embarcação americana"
TEMA DE REDAÇÃO:
Texto 1: "O homem contemporâneo vem perdendo a linearidade da linguagem escrita em função da
omnipresente ditadura das artes e técnicas visuais. A televisão impera em todos os lares, onde pouco se lê
e quase não mais se dialoga. A 'telinha' é a dona das atenções gerais e os atores e apresentadores são os
novos olimpianos".
Texto 2: "As novelas da televisão são, hoje, o que foram os 'folhetins' do século XIX: o divertimento das
classes semi-letradas e semi-cultas das diversas sociedades que formam a comunidade mundial"
Matérias > Técnicas de Redação > Aula 1
file:///C/html_10emtudo/Tecnicas_de_redacao/html_tecnicas_de_redacao_total.htm (8 of 9) [05/10/2001 23:40:32]Texto 3: "A televisão é a máquina de fazer loucos" (Stanislau Ponte Preta, notável humorista brasileiro)
Leia os textos acima e deles extraia um tema e, em seguida, redija.


Matérias > Técnicas de Redação > Aula 1
file:///C/html_10emtudo/Tecnicas_de_redacao/html_tecnicas_de_redacao_total.htm (9 of 9) [05/10/2001 23:40:32]

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A PRESIDENTE ou PRESIDENTA






Tanto faz. As duas formas, linguisticamente, são corretas e plenamente aceitáveis.
A forma PRESIDENTA segue a tendência natural de criarmos a forma feminina com o uso da desinência “a”: menino e menina, árbitro e árbitra, brasileiro e brasileira, elefante e elefanta, pintor e pintora, espanhol e espanhola, português e portuguesa.
Na língua portuguesa, temos também a opção da forma comum aos dois gêneros: o artista e a artista, o jornalista e a jornalista, o atleta e a atleta, o jovem e a jovem, o estudante e a estudante, o gerente e a gerente, o tenente e a tenente.
Há palavras que aceitam as duas possibilidades: o chefe e A CHEFE ou o chefe e A CHEFA; o parente e A PARENTE ou o parente e A PARENTA; o presidente e A PRESIDENTE ou o presidente e A PRESIDENTA…
O problema deixa, portanto, de ser uma dúvida simplista de certo ou errado, e passa a ser uma questão de preferência ou de padronização. No Brasil, é fácil constatar a prefrência pela forma comum aos dois gêneros: a parente, a chefe e a presidente. É bom lembrar que a acadêmica Nélida Piñon, quando eleita, sempre se apresentou como a primeira PRESIDENTE da Academia Brasileira de Letras. Patrícia Amorim, desde sua eleição, sempre foi tratada como a presidente do Flamengo.
É interessante observar também que formas como CHEFA e PARENTA ganharam no português do Brasil uma carga pejorativa.
É possível, porém, que a nossa Dilma prefira ser chamada de PRESIDENTA seguindo nossa vizinha Cristina, que gosta de chamada na Argentina de LA PRESIDENTA.
Hoje ou amanhã teremos uma resposta definitiva. Espero.